Peregrinação da Região do Porto a Sta. Quitéria em Felgueiras


 


No passado dia 16 de Setembro cerca de uma centena de pessoas participou na Peregrinação Anual da Fraternidade Nuno Alvares, da Região do Porto. 




Este ano o destino foi Santa Quitéria, na freguesia de Margaride do Concelho de Felgueiras. Pela manhã foi celebrada Eucaristia no Santuário de Santa Quitéria, na qual participou o Agrupamento do CNE de Margaride. 




Após um almoço convívio o grupo visitou as diversas capelas na encosta do monte, lembrando o Senhor dos Passos, que representam a vida de Santa Quitéria: 




“Nove irmãs gémeas. Nem menos. Os seus nomes cristãos foram-lhes dados por um dos primeiros bispos de Braga, Santo Ovídio, que as baptizou por Quitéria, Genebra, Vitória, Marinha, Marciana, Germana, Basília, Liberata e Eufémia. Um baptizado atribulado e clandestino. Porque o destino destas crianças à nascença deveria ter sido outro: mortas por afogamento.




Passemos, com base na lenda e tradição, a explicar: 




Corria em Braga o ano 120 quando o governador romano, o pagão Lúcio Atílio Severo, se ausentou da cidade para acompanhar o imperador Adriano numa das suas viagens. É durante a sua ausência que a esposa dá à luz nove gémeas. Por vergonha de tal aberrante e estranho facto, ou então porque o nove era considerado um número agoirento, a mãe ordena à sua criada Cita que, protegida pela noite, leve as crianças e as afogue no rio Este, nas proximidades de Braga. 




Acontece porém que Cita era cristã e não conseguiu cumprir cabalmente as ordens recebidas. Levou as crianças mas não as matou, entregando-as aos cuidados do arcebispo Santo Ovídio que, durante os anos seguintes, cuidou da sua protecção, alimentação e educação. Conhecedoras, desde cedo, da sua história e de como haviam sido salvas graças aos sentimentos e às atitudes cristãs, as nove irmãs decidem, com dez anos de idade, viver juntas e dedicar a sua vida ao cristianismo.




Criaram, deste modo, e com a autorização de Santo Ovídio, como que um pequeno convento. Decorria e incentivara-se, entretanto, a perseguição aos cristãos por parte das autoridades romanas. E assim não demorou muito tempo que, denunciadas como cristãs, fossem algemadas e conduzidas até à presença do governador Atílio Severo... seu pai.




Desconhecedor de toda a história das filhas o romano é surpreendido pela revelação que estas então lhe fazem. E num rápido interrogatório à esposa e à criada confirma a veracidade do que as jovens lhe afirmavam... 




O restante da notícia e fotos deve ver (acesso aqui).

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Serviço é a nossa razão de existir

Inauguração da nova Sede Nacional

F.N.A. - Núcleos de Cacia e Esgueira (RAvr), voltam a colaborar com a ACAPO