ONDE É QUE ESTAMOS - Actividade da FNA na reflorestação do CNAE


 


Onde é que estamos? Marrakech! Confuso? Admirado? Contudo foi por esta alcunha que o contingente da FNA ficou conhecido, no fim-de-semana de 16-17 de Novembro, ao participar numa jornada mais do projecto de reflorestação do CNAE.




Mas disso, falaremos mais adiante … 




Já passava da meia-noite (dia 15), quando os escutas da Fraternidade, oriundos de várias regiões do país - Covilhã, Lagoa, Lisboa, Mangualde e Vila Real - se (re)encontraram no Monte Trigo, em terras de Idanha-a-Nova.




A recepção calorosa, a que já  já nos habituaram, fez esquecer os quilómetros percorridos e a contrariar a temperatura que teimava em baixar.




Não havia tempo a perder, pois a alvorada estava marcada para as sete-da-matina e os mais rápidos a recolher teriam, concerteza oportunidade, de não se aperceberem da qualidade acústica do espaço de pernoita.




Enfim, os últimos aproveitariam bem a "melodiosa sinfonia" que encontraram … 




Ao longo da manhã, conforme chegavam os escutas dos agrupamentos, ligados entre si pela participação no projecto Green Cork 2013 (o CNE recolheu 2037kg em rolhas), as equipas de trabalho foram sendo formadas e distribuídas aos quatro ventos, orientadas pelos fraternos com experiência das últimas campanhas.




Foram distribuídas centenas de árvores de diversas espécies autóctones e naturalizadas, comuns na região raiana que, com engenho e arte (e suor), pelas mãos de lobitos a dirigentes, foram plantadas nos socalcos e à beira dos estradões.




O almoço chegou, muito bem-vindo, através de uma equipa de cozinheiras supimpa, que se transformou numa grande confraternização e retemperou as forças para a continuação da parte da tarde.




Aproveitando a presença do novo assistente nacional do CNE, realizou-se em campo, no final da tarde (dia 16), uma retemperadora Celebração Eucarística, em ambiente de boa disposição e alegria, cuja Palavra tocou a todos, pela coincidência (ou não) de nos sentirmos envolvidos em comunidade sobre a actividade de reflorestação.




O jantar decorreu igualmente bem, talvez porque o apetite aberto pelo dia intenso, ajudou a que a satisfação fosse tão grande. Foi então, com o lavar da louça, enquanto alguns se agrupavam junto do assador com as castanhas a crepitar, que o espaço se começou a transformar... e o jogo começou!




Vindos não se sabe bem de onde, surgiram cortinas de seda que revelaram personagens que bem podiam ter saído de um conto de As Mil e uma Noites.




A música revelou Marrakech e as citaras, flautas e tambores trouxeram um ambiente diferente.




E, começaram as apresentações, todos com conversa fiada, mas para fiar, muito pouco amigos: Al Ghaspar, califa do mercado de tapetes e animador do jogo; Hari, Abdu Lah, Ali Vhai, Fatma-filha-de-Mahomed, qual deles candidato ao melhor bazar de tapetes do (jogo) mercado; e Hassan, o faz-tudo do mercado e peão do jogo.




Os visitantes do mercado de Marrakech escolheram os seus tapetes preferidos e puxaram pelos vendedores seus eleitos.




No final, com o jogo terminado, o mercado desapareceu na escuridão, tendo ficado na memória, este momento vivido em Marrakech e que afinal, todos temos dentro de nós uma faceta de vendedor de tapetes …




A noite de descanso, previa-se bem necessária para retemperar energias pois o dia seguinte iria ser bem movimentado.




Mas nem a acústica do espaço trouxe qualquer problema, embora se tenha ouvido, ao perto, sons estranhos... talvez, de Marrakech.




Após a alvorada e com pequeno-almoço tomado, lá regressamos ao trabalho do dia anterior com as mesmas equipes.




No final da manhã, pela picareta do Miguel e com mais de 1500 árvores plantadas em redor do Monte dos Lobos, o Campo de Actividades Escutistas ficou mais rico, quer em biodiversidade, que se recuperou, quer em novas amizades, que se levaram no bornal, a pensar nas próximas aventuras.




O trabalho realizado, neste misto de juventude e experiência, foi de novo enriquecedor para todos, pois o exemplo e a vontade foram claramente o que marcou nesta jornada.




Vistas bem as coisas, depois desta grande acção de serviço no CNAE, com agrupamentos do CNE e núcleos da FNA ombro-a-ombro, é caso para dizer, continuando assim, Estamos Bem.





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