A Páscoa e o Tempo Pascal
A Páscoa, além de ser o ponto alto e centro do ano litúrgico, é também o centro e a fonte de toda a pastoral da Igreja:
Sem a Páscoa da Ressurreição, era vã a nossa Fé, diz-nos S. Paulo (1.ª Cor 15, 14).
Este acontecimento e tempo celebram e invocam todo o Mistério de Cristo e da Sua Redenção.
O “arco” simbólico deste tempo, que tem início no princípio da Quaresma e termina no Domingo de Pentecostes, põe diante de nós toda a vida pública de Jesus, a sua Paixão e Ressurreição, a Ascensão aos céus e a descida do Espírito Santo.
Antes de mais detenhamo-nos na sua dimensão simbólica, ou seja, todo este tempo remete-nos para o ponto central da história humana como História da Salvação:
É o ponto mais alto da intervenção, e acção de Deus na nossa história com um desígnio salvífico.
Remete-nos para o culminar do encontro do Amor de Deus com o ser humano.
Ao mesmo tempo que é o ponto alto, é também o centro de irradiação de Luz e de sentido no caminhar da humanidade.
Caminho para a Plenitude. Mas contemplemos a sua dimensão de sinal, ou seja, a realização, desde já, de todo o Mistério de Deus em nós: a sua dimensão sacramental.
Esta dimensão sacramental, tem, hoje e agora, o seu centro na Eucaristia e no sentido cristão do Domingo.
A vida cristã alimenta-se no Mistério Pascal para depois dar os seus frutos de verdadeira Caridade e Amor.
A nossa vida neste mundo, além de ser condicionada pelas dimensões do tempo e do espaço, caracteriza-se de modo essencial pela dimensão do caminho, somo seres em caminhada.
Diz-nos Jesus “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6).
Quem caminha precisa de se alimentar, e Jesus é também o alimento para o caminho, “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu…” (Jo 6, 51).
Sugiro que cada um de nós, neste Tempo Pascal, procure redescobrir o verdadeiro sentido e dimensão do Domingo como “Dia do Senhor”.

Comentários
Enviar um comentário